quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Amor

           

Vanessa, somos castigados prima; é muito mau o que estão a fazer, até hoje só foram coisas más!


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Repost

Nunca vi um cão que ladra-se tanto como o da minha vizinha, e começa cedo...às 5h30 da manhã quando a dona vai trabalhar (faz horas) já não se consegue dormir mais nesta casa é impossível...o bicho não se cala, e eram dois cães num apartamento, agora resta um, mas é impossivel...durante o dia é igual, e eu pergunto como é que se pode trabalhar por turnos nestas condições por ex. nas fabricas? é uma falta de respeito!


Rita Pereira tens alguma culpa nesta situação, Portugal tem uma população de cães quase igual à dos seres humanos, ainda me lembro perfeitamente tu e teus animais "os meus Patudos" , "use este produto para os seus Patudos",virou uma moda as pessoas adotarem cães, não 1 mas 2 cães, é banalissimo ver isso aqui e os dejetos no chão dos "Patudos",esse é o problema !!e o barulho à noite, falta de civismo, não sei se aí em Lisboa é igual ? Beijos Rita.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Luz

 Careca tenho uma grande amizade por ti, espero ser recíproco (primo)...e que não haja racismos!!

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Tempestade Kristin


 O Rugido da Água: Quando a Terra Transbordou

O céu não era mais azul; era uma massa de chumbo derretido que se desfazia sobre os telhados de Portugal. Não era uma chuva de inverno comum. Era um açoite contínuo, um tamborilar ensurdecedor que transformava caminhos em ribeiros e esperança em lama.
O Som do Medo
Nas margens do Tejo e do Douro, o silêncio da noite foi assassinado por um som novo: o estridor metálico das comportas. Longe dali, em escritórios de betão, as decisões foram tomadas sob o peso da necessidade. As barragens, outrora guardiãs e colossas de betão, tinham atingido o seu limite. A ordem foi dada.
E a água, que já era fúria, tornou-se sentença. O que era um rio tornou-se um monstro. Um corpo de água escuro, carregado de troncos, memórias e detritos, avançou sobre as várzeas. Não pediu licença. Não bateu à porta. Simplesmente entrou, gelada e impiedosa, reclamando o que o homem pensava ter conquistado à natureza.
 A Invasão:
Nas vilas ribeirinhas, o cenário era de guerra.
  • As luzes piscaram e morreram, deixando as famílias no escuro, ouvindo apenas o borbulhar da água a subir os degraus das escadas.
  • Móveis flutuavam como barcos sem rumo em salas que antes eram refúgio.
  • O cheiro a lodo impregnava as paredes, um aviso de que a terra estava a retomar o que o céu lhe entregara em excesso.
  • O cais estava só lixo da tempestade
No olhar dos agricultores, a devastação era mais profunda que a lama. Olhavam para os campos submersos e viam meses de trabalho — a sementeira, o sustento, o suor — desaparecer sob uma corrente acastanhada. "A barragem largou a água", diziam em sussurros, numa mistura de compreensão técnica e mágoa profunda. Sabiam que era necessário para salvar a estrutura, mas sentiam-se o sacrifício necessário no altar da segurança nacional.
O Dia Seguinte:
Quando a chuva finalmente deu tréguas e as águas começaram a recuar, o que restou foi um esqueleto de cinza e castanho. Carros empilhados como brinquedos esquecidos, o lodo seco nas paredes marcando a altura do desespero, e o silêncio pesado de quem tem de recomeçar do zero.
Portugal, banhado pelo mar e moldado pelos rios, recordou nesse dia uma lição antiga: o Homem pode construir muros de betão para domar a água, mas quando o céu decide chorar sem medida, a terra é apenas um palco para a força indomável do que não podemos controlar.

Anos atrás

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