(IA)
Na curva da tarde o sol vacila,
como meu peito sem teu calor.
Vives no eco de cada suspiro,
no vão silêncio do nosso amor.
Os dias passam — lentos, vazios —
onde tua ausência faz guarida.
Mas deixo calar-se os demônios,
para dar luz à nossa vida.
Teu nome mora em minha prece,
teu rosto, em cada estrela caída.
E se o destino ainda se esquece,
minha alma jamais desiste da lida.
Porque virás, eu sinto e creio,
num tempo que a dor alivia.
Te esperarei, doce e inteiro —
para dar luz à nossa vida.
Sem comentários:
Enviar um comentário